
Nós poderíamos…
- Mia
- 11 de out. de 2023
- 2 min de leitura
Eu passei despercebida, deixando o mundo para trás. Veja bem, eu estava com meus fones e minha ecobag lotada de trabalho para fazer, querida. Eu não tenho tempo para suas informalidades casuais.
Eu estava vagando por aí até te ver passando por mim. Seu cabelo exalou um cheiro que me perseguiu, até nas noites em que eu me satisfazia sozinha. Ouvi os sons fantasmas de quando você me presenteava com o seu prazer.
Senti gosto de sangue na boca e lembrei de quando me esbofeteou, dizendo que nunca mais deitaria em um leito em que eu estivesse do outro lado.
Aqui você está, meu pequeno pedaço de inferno.
Admiro a perspicácia, pois sentar com as pernas abertas em torno do meu pescoço e gritar em um quarto barato de motel não é bem o cumprimento da palavra de uma honrosa donzela.
Nós podemos discutir sobre…
Eu posso fazer concessões, e você pode deixar de ser uma cadela hipócrita. Eu posso pensar em parar de odiar cada segundo em que você não está à minha vista.
Eu posso te tirar da coleira se você for uma boa menina.
Deixe-me saber o que está pensando, mas quero isso de forma imprecisa e insegura. Quero que sussurre em meu ouvido o quanto gosta de ser possuída, possuída e possessa.
Nós podemos falar sobre isso…
Posso me concentrar nos seus seios por tempo suficiente para fazer você me conceder mais do seu tempo. Você sabe que posso.
Eu te tenho, minha querida bonequinha, você nem consegue negar.
Eu não gostaria de me sentir assim tampouco, sabe? O senso se torna borrado quando você se aproxima. Eu fico de joelhos e atendo aos seus caprichos vazios. Quem sabe assim consigo dormir melhor com seu cheiro de baunilha rasgando meu interior.
Sua fome insaciável por mim me deixa presa em um labirinto que inegavelmente não quero sair.
Você me tem, mas eu te possuo como ninguém.
A gente pode conversar sobre…
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